Foi a minha primeira vez. Numa scooter.

BMW C650GT

BMW C650GT

Num test-drive com destaque para as novas trails da BMW na Bomcar de Coimbra, qual é mota que vão escolher? A nova GS 1200? ou a GSA? Talvez a F800?

Bem, por muito tentadora que seja a possibilidade, quando me perguntaram à chegada qual queria experimentar à partida, decidi-me pela C650GT!

Exactamente: a scooter. A verdade é que tendo já experimentado alguns tipos diferentes de veículos de duas rodas nunca me tinha sentado numa scooter, fosse ela mini, maxi, retro ou racing. E sempre tive curiosidade sobre como seria consuzir um brinquedinho daqueles. E sabem que mais? Aquilo é mesmo um brinquedinho…

Roda curta…

No pequeno percurso saltam há vista inúmeros pormenores que merecem ser destacados. A proteção aerodinâmica do vidro pode-se considerar protecção, o banco é confortável (e o mesmo se pode dizer do banco do pendura), a posição é boa, e o espaço adicional para os pés (mais esticados) é muito prático, mas… as rodinhas são de scooter.

A scooter é mais nervosa do que aquilo que eu estou habituado, e não transmite nem de longe nem de perto a sensação de confiança e estabilidade a que eu estou habituado em duas rodas. E o mais estranho é que não me senti tão “urbano” como pensei.

Já sei que é questão de habituação, mas a posição com os braços mais esticados e as pernas, na posição normal, mais dobradas e a exigir um movimento mais complexo que o simples descair para o chão da minha trail faz-me sentir menos rápido a reagir.

Também percebo que esta é uma maxi-scooter pensada para permitir umas escapadelas para fora da cidade, mas não seria de todo a minha escolha para nenhuma das situações.

…e um motor elétrico

Outra característica é o ruído do motor. Ou a sua não existência. Não fiquei convencido com o arranque (embora não tenha abusado do acelerador) mas gostei da suavidade em andamento. Tirando a sensação de leveza do conjunto até é bastante agradável de conduzir.

Mesmo sem grandes velocidades em comparação com outros tipos de veículos o motor transmite confiança e rola bem, mesmo em ultrapassagens. Mas mais uma vez parece ser um veículo com que se pode acelerar só se estivermos em asfalto em boas condições. Não me imagino a rolar normalmente numa estrada menos cuidada com aquelas suspensões por baixo de mim.

Curiosamente, fiquei muito agradado

E embora não me imagine a mim conduzir algo do género no dia-a-dia fiquei a perceber o porquê de algumas pessoas gostarem tanto deste tipo de veículos.

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