I Fucking Love Science: uma página Facebook que vale mesmo a pena seguir!

I Fucking Love Science

I Fucking Love Science

Já conhecem a página de Facebook I fucking love science? Se não conhecem cliquem no link e façam like (ou gosto, ou curto…, o que preferirem). Não se vão arrepender!

Vivemos num mundo de alta tecnologia, em que conseguimos comunicar em tempo real com pessoas do outro lado do planeta, em que levamos pessoas à lua, em que transportamos pessoas em aviões! Já viram a diferença da tecnologia existente hoje em dia quando comparada com aquela que tínhamos há 200 anos atrás? Ou há 100… Ou mesmo há 50!

Mas mesmo assim, apesar de toda a nossa evolução tecnológica, apesar de todos os avanços, apesar de se dizer que somos uma sociedade científica, que vive da, com, e para a ciência, é impressionante perceber como no mundo, mesmo no desenvolvido, grassa a ignorância, e, pior do que isso, o fundamentalismo ideológico que tenta rebater todas as evidências científicas, todos os factos concretos, e toda a forma de pensar que nos levou a conhecer o mundo de uma forma inimaginável há bem pouco tempo, e como, mesmo na nossa sociedade civilizada, a pessoa por trás desta página, com formação em biologia, é criticada por ser uma mulher a falar de ciência…

É claro que não podemos saber tudo: o conhecimento é tão vasto e amplo que isso seria humanamente impossível, mas não podemos é não querer saber e mantermo-nos na ignorância.

Por isso é que páginas como a IFLS devem ser acompanhadas. Por um lado mostram-nos a triste realidade (basta ver os comentários) de como a ciência é mal conhecida no mundo “desenvolvido”, apesar dos produtos por ela desenvolvidos estarem tão disseminados, por outro mostram-nos o admirável mundo em que vivemos de uma forma por vezes divertida, por vezes séria, mas sempre educativa.

Vão à página de Facebook I fucking love science e aproveitem para ler uma entrevista a Elise Andrew aqui.

Google

Primeiro transplante de um órgão sintético

A traqueia foi produzida por cientistas londrinos que o revestiram posteriormente em células estaminais do paciente.

Com um tempo de produção de meros dias, esta traqueia, sendo sintético, não exige um doador e não traz riscos em termos de rejeição.

O professor italiano Paolo Macchiarini liderou a cirurgia pioneira que decorreu no Hospital Universitário de Karolinska.

A chave desta tecnologia consiste em modelar uma estrutura que não é mais que uma réplica exacta da traqueia do próprio paciente, o que elimina a necessidade de um doador de órgão.

Especialistas ingleses receberam scans em 3D do paciente. Usando estas imagens, cientistas do University College em Londres conseguiram manufacturar uma copia perfeita da traqueia do paciente e os dois brônquios principais a partir de vidro.

Esta copia foi depois transportada para a Suécia e mergulhadas numa solução de células estaminais retiradas do paciente.

Em dois dias os milhões de buracos na traqueia porosa foram preenchidos com o tecido do paciente.

O Dr. Alex Seifalian e a sua equipa usou esta frágil estrutura para criar um substituto para a traqueia destruída por um tumor do paciente. Do tamanho do uma bola de golfe e a bloquear a respiração apesar da quimioterapia e radioterapia agressiva, o paciente teria morrido sem este transplante.

Durante a operação de 12 horas, o professor Macchiarini removeu a totalidade do tumor e a traqueia danificada e substitui-a pela réplica.

As células estaminais e células da epiderme tiradas do nariz que também foram implantadas durante a operação conseguiram dividir-se e crescer, tornando a traqueia inerte num órgão indistinguível de um normal.

E ainda, o corpo do paciente aceitou o implante como sendo dele próprio, o que significa que não terá de tomar as fortes drogas anti-rejeição a que outros pacientes sujeitos a transplantes são obrigados.

Esta fantástica inovação foi o primeiro passo naquilo que se espera seja o futuro dos transplantes: órgãos produzidos em poucos dias ou semanas, aceites pelo organismo do transplantado como sendo seu próprio, sem se esperar por um doador.

Leva-nos a pensar mais uma vez nos prós e contraste da investigação com células estaminais…