Boa sorte Portugal! Nós vamos ali ver se chove e já voltamos…

Já se sabia que o nível de emprego em Portugal estava em declínio. A taxa de desemprego tem vindo a subir constantemente ao longo dos últimos meses, e esta taxa só de desemprego oficial só considera os desempregados que estão activamente à procura de emprego: não engloba os que desistiram de o fazer, os recibos verdes que como só trabalham quando o rei faz anos não são considerados desempregados – e com a necessidade quer pública quer estatal de reduzir custos, o rei mesmo fazendo anos não celebra a data, logo é como se não o fizesse.

A situação está tão complicada que são as próprias agências de recrutamento a desistir. E embora não sendo exactamente um agência, o fecho da actividade do site infojobs em Portugal é sintomático de como a situação está.

A explicação para esta “difícil decisão, segundo o director geral da InfoJobs, Jaume Gurt, foi

a situação económica do país, que não permitiu à InfoJobs cumprir os objectivos traçados dentro dos prazos previstos

E sendo uma empresa não estão cá para perder dinheiro, estão para o ganhar, e se não ganharem hoje ganham-no amanhã:

Esperamos também que o estado económico do país progrida positivamente nos próximos anos, até porque a nossa crença no potencial humano de Portugal permanece inalterada.

Os países têm altos e baixos, períodos de crescimento e de recessão, e no entanto o planeta continua a girar e os anos a passar. Se estivermos mal agora, daqui a uns anos voltamos a melhorar.

Achei engraçado por um lado o terem enviado a mensagem, mas essencialmente gostei foi da despedida:

Gostaríamos, porém, de agradecer a confiança depositada em nós e desejar a melhor das sortes.

Fez-me pensar: será que o que precisamos é de sorte? E em que é que consistiria essa sorte? Com uma classe política e para-política que desde a implementação da monarquia constitucional gere Portugal de uma forma demasiado preocupada com os interesses próprios, de que é exemplo actual a total incapacidade ou desinteresse em implementarmos um sistema de prevenção de corrupção eficaz que várias entidades independentes individuais e colectivas, nacionais e estrangeiras têm vindo a afirmar ser uma absoluta necessidade para o desenvolvimento do país, um sistema judicial triste e moribundo, será que a nossa sorte seria um cataclismo que nos obrigasse a refazer um Portugal do zero?

Ou será que a nossa sorte seria ganharmos outro Euromilhões europeu? Agora que os “fundos comunitários” não servem para estourar dinheiro em “obras públicas” e “cursos de formação” que se traduziram em coisas tão essenciais para o desenvolvimento humano de um país como a mais elevada concentração de Ferraris por metro quadrado do mundo, pode ser que o BCE passe a comprar dívida pública a taxas reduzidas. Com esse dinheiro barato podíamos voltar a sustentar muitos pançudos. Com sorte ainda aumentamos os prazos de pagamento lá para o fim do mundo e voltamos a pensar que nunca mais teremos de pagar dinheiro nenhum.

Pode ser que tenhamos sorte…

Google

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