A Apple com dificuldades nos países emergentes ou como a minha televisão é maior que a tua

A noticia até se pode considerar interessante: um dos principais produtores de tablets (e o que na prática “lançou” este tipo de equipamento) não conseguiu os resultados mediáticos a que está habituado quando lançou o mais recente iPad no mercado chinês. O artigo do Finantial Times publicado no Google+ tem como imagem principal um gráfico que ilustra bem o tema do artigo. Aqui vê-se bem como outros produtos, nomeadamente o(s) concorrente(s) mais directo(s), aqueles equipados com o OS Android estão com outro ritmo de implementação no mercado chinês. Por muito significativo que seja este dado apresentado é um dado, entre outros que se podem utilizar.

O engraçado do post no Google+são os comentários. Para começar a quantidade. Que é monstruosa. E depois a qualidade! Tirando meia dúzia de casos (em proporção…) que até deram comentários interessantes e significativos, a esmagadora maioria dividia-se em dois grandes grupos: os que atacavam a Apple predizendo o seu fim a breve trecho enaltecendo o(s) Android OS e os que desvalorizando a noticia mantinham que apesar de tudo a Apple continuava a ser o grande inovador que lançou o mercado dos smartphones e dos tablets e que iria ser para todo o sempre a grande empresa inovadora e revolucionária.

E enquanto alguns até conseguiam dar argumentos interessantes, ao contrario dos sumários (e que se via em muita quantidade) Android rules ou Android forever, sempre com o oposto Apple rules, Apple forever, vê-se bem o fundamentalismo por trás da maior parte dos comentários.

Se trocássemos as palavras Apple e Android por dois clubes desportivos o resultado iria ser basicamente o mesmo. O ponto de partido que mais se viu por ali foi: o meu lado é o melhor, ponto final parágrafo. Em seguida usam-se os argumentos para provar a conclusão definida previamente.

Mas, tal como nos clubes de futebol, a verdade é que não interessa! Algumas pessoas gostam da FIAT, outras da Citroën. Os que podem preferem a Mercedes e os amigos a BMW. Algumas pessoas preferem ir para a praia outros escalar montanha.

Eu gosto do mundo assim. E a Apple e a Google também. Seja a falar mal ou bem a verdade é que falam muito destas marcas. É sinal que ambas conseguiram o que queriam: uma base de clientes dedicados e envolvidos que defendem a sua camisola independentemente de tudo à sua volta.Mas não será que há coisas mais interessantes neste mundo com as quais nos exaltarmos do que o aparelhómetro que temos no bolso?

Apple struggles in emerging markets

Apple struggles in emerging markets

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